Quando penso em mim, vem em mente uma menina que caia de bicicleta, vivia com os joelhos "ralados", subia em árvores, era melhor amiga de um menino, Lennon (Não o John), cresceu um pouquinho foi pra escola, aprendeu a ler, escrever, sonhar... Sim, a escola lhe ensinou a ser alguém pensante, Bem... A menina cresceu mais um pouco, e se escondia das pessoas, achava nos livros uma saída, uma auto-ajuda, pois bem, enquanto todas as suas colegas "ficavam" ela foi ficando... Ficando esperta! O seu pensamento evoluiu, o seu conhecimento aumentou, enquanto o assunto da sala era "meninos" e "porque você não fica com ninguém?", ela escrevia sobre... Contava nas linhas de um caderno seus desamores, e amores ocultos, platônicos, que em sua mente NUNCA seriam correspondidos, Veja mais, essa menina cresceu mais um pouco, ainda lendo, aprendeu sobre moda, sobre pessoas, e sobre relacionamentos, sempre teve boa dicção, boa comunicação. Deixou de lado o rabo-de-cavalo e aderiu longos cabelos ao vento... Oh, ela virou sensação... E aqueles homens de seus desejos de menina, voltaram como expectadores, muitos querendo uma conversa... Porque ela era diferente seu andar era elegante, seus passos precisos e bem marcados, mas eles eram pra ela, muito pouco... Visto que ela precisava de algo mais... E foi então, que ela conheceu Rafael, seu conto de Mel, porque foi assim, um verdadeiro conto de fadas, a pesar pelo cavalo branco, que veio em forma de distancia, a mesma que destruiu o sonho, desmoronou o castelo, Ah quão cruel foi a vida, a dar mais lição a quem tanto havia aprendido com os livros... Pois é, nada como a prática de um saber desconhecido, ou melhor, lido. Ela precisava, contava com ajuda do tempo, e o tempo passou, mas a ferida não cicatrizou, doia, ah como doia, por diversas vezes ela se abria e sangrava, Mas a mocinha sacudiu a poeira, limpou os panos brancos e voltou a dar luz ao seu caminho, voltou a ler... ESPERANÇA renascida!
O tempo começou a passar vagarosamente...E...
Confiou, aprendeu!
Desconfiou, aprendeu a sempre o fazer.
(continua...)
(Késya Gianne)
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